ronaldweinland.info Magazines HOMENS SAO DE MARTE PDF

HOMENS SAO DE MARTE PDF

Wednesday, August 21, 2019 admin Comments(0)

BEST Leaves Of Autumn Book Store PDF Autumn Leaves may refer to. Review of Physiology) Homens Sao de Marte Mulheres Sao de Venus (Em Portugues. Os artigos, bem como a autorização de publicação das imagens são da . que “ a sociedade é unicamente composta de comunicações (e não de homens, por Marte- leto () refere-se às redes sociais como sendo um conjunto de. O HISSOPE: CRITICA E INTERTEXTUALIDADE NA OBRA DE ANTONIO O seculo XVIII e o ano da eclosao do poema heroi-comico na literatura portuguesa. . "Morpheu", "Ceres", "Jope", "Marte", "Juno", "Pallas", "Arachne" e "Minerva". O mais prudente foi, exceto o velho / Nestor, que viu dos homens tres idades.


Author:MICHAELA MEASHEAW
Language:English, Spanish, German
Country:Estonia
Genre:Children & Youth
Pages:448
Published (Last):25.01.2016
ISBN:527-2-62942-444-4
ePub File Size:21.44 MB
PDF File Size:18.52 MB
Distribution:Free* [*Register to download]
Downloads:21255
Uploaded by: WOODROW

Os Homens São de Marte E é pra Lá que Eu Vou! (English: Men Are From Mars And That's Create a book · Download as PDF · Printable version. TIHUANA. Mulheres são de Vênus, Homens são de Marte. Women are from Venus, Men are from Mars. Production Designer, Brazil, Production Company. on Pinterest. | See more ideas about Pdf, James d'arcy and Politics. wishlist · John Gray - Homens são de Marte, mulheres são de Vênus Sao, Literature.

Observa-se essa determinao em todos os nveis de actividade. Especialmente neste pas, ela torna-se ainda mais notada - este pas que se supunha ser muito religioso por tradio, por herana e pela constante repetio de certas frases e ideias religiosas. Observa-se que a dete riorao aqui ainda mais profunda, mais vasta e, segundo parece, muito poucos se preocupam com ela. Ou ento procuram uma soluo econmica ou social. Mas, como se v, os que tom am a vida a srio, ou se idugiam no passado, nas suas velhas ideias fantasis 19 tas, ou tentam encontrar uma nova concepo, uma nova frmula, de tipo sociolgico ou religioso.

Tenda dos Milagres. Cinco Minutos. A pata da gazela. A Viuvinha. Lendas do Sul. Contos Gauchescos. A Biblioteca. Clara dos anjos. O Feiticeiro e o Deputado. O cemiterio dos vivos. Viva o Povo Brasileiro. Javanes e Outros Contos. Como o Homem Chegou. O Falso Dom Henrique V. Clara dos Anjos. O Jornalista. O Subterraneo do Morro Castelo. O Pecado.

Miss Edith e Seu Tio. Numa e Ninfa. Triste Fim de Policarpo Quaresma. O que se Comenta no Inferno. As Mentiras Que os Homens Contam. Os Bruzundangas. As Mentiras que os homens contam. Natal na barca. A Mancha. Clube dos Anjos. Sexo na Cabeca. Lima Barreto. Todas as Historias do Analista de Bage. Um e Outro. Aquele Estranho Dia que Nunca Chega. Dom Casmurro. O Alienista. Memorial de Aires. Casa Velha. Contos Fluminenses. A Igreja do Diabo. Machado Assis. Notas Semanais.

Bons Dias. Balas de Estalo. Conto de Escola. O Enfermeiro. A Carteira. Historia de Quinze Dias. A Semana. Machado de Assis.

Papeis Avulsos. O Rapto das Cebolinhas. Contos do nascer da Terra 1. O Namorador. Quem Casa. Suje-se Gordo!. Quer Casa.

A chuva pasmada. Contos do nascer da Terra 4. Quincas Borba. As Casadas Solteiras. Contos do nascer da Terra 2. Contos do nascer da Terra 3. A varanda do Frangipani. O fio das missangas.

A Face Oculta. O Juiz de Paz da Roca. Vozes Anoitecidas. Paulo Coelho. Kahlil Gibran por Paulo Coelho. O Picapau Amarelo. Os Deuses de Raquel txt rev.

Moacyr Scliar. A Cabra Vadia txt rev. Bruxa de Portobello. O Zahir. O Caminho do Arco. O Manual do Guereiro da Luz. O monte cinco. Veronika decide morrer. Paulo A noite. Paulo A vida varia. Paulo A estrela cadente. PAulo Cinco bares. Paulo A Lua no cinema. Paulo Acordei bemol. Paulo A palmeira estremece. Paulo Acabou a farra.

Paulo A chuva vem de cima. Paulo Ai daqueles. Paulo Ali. Paulo Abrindo um antigo caderno. Paulo 9 Poemetos. Paulo Datilografando este texto. Paulo Arte que te. Paulo Bateu na patente. Paulo Cabelos que me caem.. Paulo Cortinas de seda.. Paulo As folhas tantas. Paulo Das coisas. Paulo Confira. Paulo Carta pluma. Paulo Asas e azares.

Paulo De tudo. Paulo Amor bastante. Paulo Apagar-me. Paulo Ano novo. Paulo Cortinas de seda. Paulo Bem no fundo. Paulo Aves. Paulo Amor. Paulo Amei em cheio. Paulo Casa com cachorro brabo. Paulo Inverno na marra. Paulo Erra uma vez. Paulo Deus. Paulo Donna mi priegas. Paulo Guerra sou eu. Paulo Iceberg. Paulo En la lucha de clases. Paulo Jardim da minha amiga. Paulo El dia en que me quieras. Paulo Isso sim. Paulo Dois loucos no bairro.

Paulo Doce de porra. Paulo Kai. Paulo Hai. Paulo Eu. E pronto. Paulo Enchantagem. Paulo Escrevo. Paulo Meiodia. Paulo Ler um poema. Paulo Na rua. Paulo Nu como um grego. Paulo Motim de mim. Paulo Nadando num mar de gente. Paulo Merda e ouro. Paulo Madrugada. Paulo Lembrem de mim. Paulo Nada me demove. Paulo Noite alta. Paulo Nem toda hora. Paulo Minha alma breve breve.

Paulo Manchete. Paulo Longo o caminho. Paulo Moinho de versos. Paulo Nuvens brancas. Paulo O inseto no papel insiste. Paulo O que passou. Paulo Passa e volta. Paulo Pelos caminhos que ando. Paulo O bicho alfabeto. Paulo Que tudo passe. Paulo Ouro para um tigre. Paulo Pariso.

Paulo Parem. Paulo O paulo leminski.

Paulo Que tudo se f. Paulo O grito do gato preto. Paulo Quando chove. Paulo Primeiro frio do ano. Paulo Plena pausa. Paulo Pra que cara feia. Paulo Poeta itinerante e peregrino. Paulo Que pode ser aquilo. Paulo Objeto. Paulo Tudo dito. Paulo Rumo ao sumo. Paulo Tatami-o ou deite-o. Paulo Se. Paulo Tudo claro. Paulo Quem.

Paulo Velhinha. Paulo Viver de noite me fez senhor do fogo.

Paulo Tarde de vento. Paulo Ver. Paulo Um bom poema. Paulo Surra. Paulo Tenho andado fraco. Paulo Veloz. Paulo Um homem com uma dor. Paulo Soprando esse bambu. Jardim da minha amiga. Isso sim. Paulo Viver de noite. Paulo With the man. Donna mi priegas. Jesus a. La Vie en Close. Cabelos que me caem. Paulo as flores. Amei em cheio. As flores. Noite alta. Meio dia. O que passou. O grito do gato preto. O bicho alfabeto. O inseto no papel insiste. Nu como um grego. Paulo Leminski. Longo o caminho. Ler um poema.

Motim de mim. Ouro para um tigre. O paulo leminski. Nem toda hora. Moinho de versos. Nuvens brancas. Na rua. Merda e ouro. Primeiro frio do ano. Que tudo passe. Que tudo se f. Rumo ao sumo. Poeta itinerante e peregrino. Pelos caminhos que ando. Pra que cara feia.

Que pode ser aquilo. Passa e volta. Soprando esse bambu. Quando chove. Plena pausa. Tatami-o ou deite-o doc poema. Tudo dito. Um homem com uma dor doc poema. Um homem com uma dor. Tenho andado fraco doc poema.

Tudo dito doc poema. Um bom poema doc poema. Tudo claro. Velhinha doc poema. Tenho andado fraco. Tarde de vento doc poema. Um bom poema. Tudo claro doc poema. Tarde de vento. Tatami-o ou deite-o. Ver doc poema. Veloz doc poema. With the man. Viver de noite me fez senhor do fogo. With the man doc poema. Viver de noite me fez senhor do fogo doc poema. Cartas Chilenas. Tratado da Terra do Brasil. Certa Entidade em Busca de Outra. Mateus e Mateusa. A Retirada da Laguna.

homens sao de marte epub to pdf

Um Credor da Fazenda Nacional. Um Assovio. O Ateneu. O Menino Maluquinho. Mal Secreto. A Cadeira de Prata. O Problema do Sofrimento. A Casa do Rio Vermelho.

O tempo e o vento. Os Quatro Amores. As Cartas do Inferno. O Senhor Embaixador. Vol I. O Cavalo e seu Menino. Caco Barcellos: A Viagem do Peregrino da Alvorada. Caco Barcellos. Vol IV. O Sobrinho do Mago. Vol III. O Grande Abismo.

Vol II. Determinantes Psicologicas do Comportamento Humano. Carl Gustav Jung: A Sincronicidade Rota Psicologia e Religiao. O universo. Carl Gustav Jung. Carl Sagan. Analise de Sonhos.

Mito Moderno. Sombras dos antepassados esquecidos. Psicologia do Inconsciente. Bilhoes e bilhoes. Carl Sagan: A Sombra do Vento. El Palacio de la Medianoche.

Charles Berlitz. Charles Berlitz: La sombra del viento. El principe de la niebla. Incidente em Roswell. A rainha da liberdade I. A Lei do Deserto. A Gurerra das Coroas. A Espada Flamejante. A guerra das coroas. Juiz do Egito I. O imperio das trevas. A Rainha da Liberdade A rainha da liberdade II.

Juiz do Egito Christian Jacq: Retratos de Mulheres do Egipto Faraonico. A Rainha da Liberdade 2. Os entusiasmos do evaristo. Ovos frescos.

Sao marte homens pdf de

Pedra de Luz 3. Ramses 3. O risco das mentiras. Boa ideia. A Dama de Abu Simbel.

Sao marte pdf de homens

Paneb o ardente. O lobo e o mocho. Contos infantis: O caso Tutankamon. Livro fechado. A Batalha de Kadesh.

Follow the author

No tempo dos mosqueteiros. Pedra de Luz 4. A tina aflita. Pedra de Luz 2. Por Amor de Filae. O Filho da Luz.

Homens Sao de Marte Mulheres Sao de Venus (BOOK): ronaldweinland.info: John Gray: Books

Christian Jacq. O lugar de verdade. Pedra de Luz 1. Uma historia de Viriato. Esqueceram o corvo. As mazonas da Gata Borralheira. Gigante procura casa. A cadeira musical.

Pegadas de gaivota. A medida que a sociedade vai sendo mais complexa, e a industrializao se torna mais vasta, mais profunda e mais organizada, h cada vez menos liber dade para o homem. Como se pode observar, quando o Estado se torna todo-poderoso ou quando ele alcana bem-estar social, preocupao desse Estado com os cidados to com pleta que h cada vez menos liberdade exterior.

E exteriormente a pessoa torna-se escrava da sociedade, da presso da sociedade; nesta presso da existncia organizada, a existncia tribal deu lugar ao controlo centralizado, organizado, industriali zado.

H cada vez menos liberdade exterior. Onde h mais progresso h menos liberdade. Isto evidente, um facto observvel em toda a sociedade que se torna mais complexa, mais organizada. Assim, exteriormente h a presso do controlo, a moldagem da mente do indivduo - tecnologicamente, industrialmente.

Sendo exteriormente to constrangida, a pessoa tende naturalmente a entrincheirar-se psicolo gicamente, interiormente, cada vez mais, num determi nado padro de existncia. Isto tambm um facto evidente. Assim, para quem bastante srio para investigar se h, de facto, uma Realidade, para descobrir o que a Verdade - a Verdade no construda pelo homem; com o seu medo, o seu desespero; a Verdade que no uma tradio, uma repetio, um instrumento de propagan da - para se descobrir isso, tem de haver completa 36 liberdade.

Exteriormente, poder no existir liberdade, mas interiormente, tem de haver absoluta liberdade. Compreender esta questo da liberdade das coisas mais difceis. No sei se j reflectistes profundamente sobre isso.

Ainda que j tenhais pensado no assunto, sabeis o que significa ser livre? Por liberdade no entendo uma libertao abstracta, ideal - isso dema siado terico e distante, pode no ter qualquer realida de; pode ser uma inveno de uma mente cheia de desespero, de medo, de agonia, que construiu verbal mente, intelectualmente, um modelo, na esperana de alcanar um determinado estado verbal, mas isso no uma realidade. No estamos a falar de liberdade como uma abstraco mas como uma realidade; falamos da liberdade quotidiana, interior, em que psicologicamente no h sujeio a coisa alguma.

Ser isso possvel? Teoricamente, idealmente, talvez seja possvel.

Marte de homens pdf sao

Mas aqui no nos interessam ideias, nem teorias, nem esperanas de tipo religioso e especulativo; s nos interessam factos. Psicologicamente, interiormente ser possvel a men te estar totalmente livre? Exteriormente, pode-se ir para o emprego todos os dias, pertencer a uma certa catego ria de pessoas, a uma determinada sociedade, etc. Mas devero as tenses e as presses do condi cionamento exterior, do ajustamento externo ao padro de uma determinada sociedade - dever isso dominar a psique, todo o processo do nosso pensamento?

E haver realmente completa liberdade psicolgica? Porque sem liberdade, sem absoluta liberdade psicolgica, nenhuma 37 possibilidade existe de descobrir a Realidade, de desco brir o que Deus - se tal ser existe. A liberdade absolutamente necessria mas a maioria de ns no deseja ser livre - esta a primeira coisa que temos de reconhecer. Assim, ser possvel estarmos psicologicamente li vres, de modo a podermos descobrir, por ns mesmos, o que a Verdade?

Porque no prprio processo ou no prprio acto de com preender o que a Verdade, ficamos capazes de ajudar o nosso semelhante; de outro modo, no podemos ajudar; de outro modo criamos mais confuso, mais sofrimento para o ho mem - o que, alis, bvio, como mostram todas as coisas que esto a acontecer. A verdade que com unicada por outro, que descrita ou ensinada por outro - por muito sbio ou inteligente que seja - no Verdade.

Somos ns que temos de ir descobri-la, de compreend-la. Retiro a expresso ir descobri-la - no podemos ir desco brir a Verdade; no podemos pr-nos procura, consciente e deliberadamente, para a encontrar. Temos de encontrar inesperadamente a Verdade no escuro, desprevenidamente. Mas no podemos assim encon tr-la se, no ntimo, a nossa mente, a nossa psique, no estiver completa e totalmente livre. Para descobrir qualquer coisa, mesmo no campo cientfico, a mente tem de estar livre.

Tem de estar descondicionada para ver o que novo. Mas, em geral, infelizmente, a nossa mente no fresca, nova, inocente - para ver, observar, compreender. Estamos cheios de experincias, no s das experincias que 38 acumulmos recentemente - com recentemente que ro dizer nos ltimos cinquenta ou cem anos - mas tambm da experincia humana imemorial.

Estamos confusos e bloqueados por tudo isso, que constitui o nosso conhecimento, consciente ou inconsciente; o conhecimento consciente o que adquirimos atravs da instruo que recebemos neste mundo moderno, no nosso tempo. Ora, importante, quando estais a ouvir estas pala vras, que escuteis realmente.

Penso que h diferena entre escutar e ouvir. Podem os ouvir palavras e interpret-las, dando-lhes o nosso prprio significado ou o significado segundo um certo dicionrio, e ficar ao nvel da comunicao puramente verbal. E quando se ouvem palavras dessa maneira, intelectualmente, h concordncia ou discordncia. Prestemos um pouco de ateno a isto, por favor. N o estamos a trocar opinies. N o estamos a investigar dialecticamente a verdade de opinies.

Estamos a investigar, a tentar compreender a Verdade - no a verdade de opinies, no a verdade do que outros disseram. Se escutarmos o que inteiramente diferente de ouvir, apenas - ento no h nem concordncia nem discordncia. Estamos realmente a escutar, para descobrir o que verdadeiro e o que falso - e isso no depende do nosso julgamento ou opinio, do nosso conhecimento, ou do nosso condicionamento. Temos assim de escutar, se queremos ser verdadei ramente srios.

Se se deseja ser superficial, estar apenas entretido com um passatempo intelectual, tambm est certo. M as se somos realmente srios e sentimos a 39 urgncia de descobrir o que a Verdade, temos de escutar. O acto de escutar no implica concordncia ou discordncia. E essa a beleza do escutar. Ento compreendemos totalmente. Se escutarmos aquele corvo, veremos que estamos a dar ateno to completamente que no comparamos, que no interpretamos o som, como o som produzido por um corvo.

Estaremos a escutar puram ente o som, sem interpretao, sem identificao, e portanto sem comparar. E assim o acto de escutar. Ora, se estamos a comunicar verbalmente - e isso o que nos possvel fazer - ento temos no apenas de ouvir a palavra - isto , a natureza e o significado dessa palavra - mas tambm de escutar, sem concordar ou discordar, sem comparar, sem interpretar, temos real mente de dar toda a ateno.

Ento, veremos, por ns mesmos, imediatamente, o significado de tudo o que a palavra liberdade implica. Pode-se compreend-lo ins tantaneamente. A compreenso, o acto de compreender imediato, quer acontea amanh ou hoje. O estado de com preenso , p o rtan to , intem poral; no um processo gradual, um processo acumulativo.

Assim, no estamos s a comunicar verbalmente uns com os outros, mas estamos tambm, realmente, a escutar-nos uns aos outros. Estais a escutar-vos a vs mesmos, ao mesmo tempo que estais a ouvir este que vos est a falar. O que ele est a dizer no importante, mas o que escutais importante - vede, por favor, que isto no um jogo intelectual. Porque o ouvinte, cada um de vs, que tem de descobrir o que a Verdade; o ouvinte que tem de compreender toda a estrutura, toda 40 a anatomia, toda a profundeza e plenitude da liberdade.

O orador est apenas a comunicar verbalmente. E se estais s a ouvir as palavras e dizeis: Essa a sua opinio, Esta a m inha opinio, Concordo, Discordo, Foi isso que Buda ou Shankara disse ento, vs e eu no estamos a comunicar.

Ento, estamos apenas a entreter-nos com opinies - pelo menos vs estais. Assim, temos de ver com muita clareza, logo desde o comeo, para que no estejamos s a ouvir a comunicao verbal - a palavra, o signifi cado e a natureza da palavra - mas tambm a escutar.

Tendes assim uma dupla tarefa - ouvir as palavras e escutar. Naturalmente, a palavra que ouvis tem um significado e esse significado evoca certas respostas, certas lembranas, certas reaces.

Mas, ao mesmo tempo, tendes de escutar sem reaco, sem opinios, sem julgamento, sem comparao. A vossa tarefa assim muito maior que a do orador, e no o contr rio, que aquilo a que geralmente se est habituado: o orador faz o trabalho todo e fica-se apenas a ouvir, a concordar ou discordar, e depois cada um vai-se embora muito animado e satisfeito, intelectualmente estimulado.

Mas tal estado no tem qualquer valor - para isso tambm se pode ir a um cinema. Mas, quando uma pessoa verdadeiramente sria, essa seriedade exige uma ateno completa, uma aten o aprofundada, que vai at ao fim. Essa pessoa sabe certamente a arte de escutar. E se sabeis esta arte, no preciso dizer mais nada.

Ento escutareis a voz do corvo, do pssaro, o sussurrar da brisa entre a folha gem; e escutar-vos-eis tambm a vs mesmos, os mur 41 mrios da vossa mente, o vosso corao, e os sinais vindos do vosso inconsciente. Estareis ento num estado de penetrante e intensa escuta e, portanto, j no andareis entretidos com opinies. Assim, se somos realmente srios, escutamos dessa maneira; e precisamos de escutar assim.

Porque, como disse, a liberdade absolutamente necessria para a compreenso do que a Verdade. Sem essa compreen so, a vida torna-se muito superficial, vazia, tornamo-nos meros autmatos. E no acto de compreender o que verdadeiro - ou seja, no acto de escutar - a vida comea de maneira nova.

De marte sao pdf homens

A nossa mente no tem frescura. A nossa mente j viveu milhares de anos - por favor no metamos nisto a reencarnao; se o fizermos no estaremos a escutar. Ao usar as palavras milhares de anos no me estou a referir s a ns, mas ao homem. Somos o resultado da existncia milenar do homem. Somos uma conscincia vastssima; s que nos apropriamos de uma parte dela, construmos um muro sua volta, confinamo-la, e agora dizemos Isto a minha individualidade.

E ao dizer milhares de anos, no estou a falar dessa clausura - essa clausura de arame farpado que, na maioria dos casos, cada um de ns. Estou a falar daquele estado de conscincia que imenso, vasto, que tem passado por milhares de experincias e que est debaixo da crosta, do fardo, do peso da tradio, do conhecimento acumulado, de toda a espcie de espe rana, de medo, desespero, ansiedade, agonia, avidez, ambio - no s a ambio dos que esto enclausu rados, mas tambm a ambio do homem.

Assim, as 42 nossas mentes esto embotadas pelo passado - isto , alis, um facto psicolgico; no se trata de uma opinio contra outra opinio. Assim, com essa mente, com essa psique que tem passado por tantas experincias, que conserva todas as cicatrizes, todas as lembranas, todos os movimentos do pensamento, como memria - com essa mente que vamos ao encontro da vida.

E com tudo isso que queremos ir ao encontro daquilo que desejamos desco brir - a Verdade. E no podemos, evidentemente. Como em relao a qualquer outra coisa, temos de ter uma mente fresca, nova. Para olhar uma flor, ainda que a tenhamos visto muitssimas vezes, para olhar essa llor de maneira nova, como se a estivssemos a ver pela primeira vez na vida, temos de ter uma mente nova uma mente fresca, inocente, extremamente acordada.

De outro modo, no a podemos ver - s vemos as lembranas que projectamos nessa flor, e no vemos lealmente a flor. Por favor, compreendamos isto. Uma vez que tenhamos compreendido o acto de ver como um acto de escutar, teremos aprendido uma coisa extraordinria na vida, algo que nunca mais nos dei xar. Mas a nossa mente est to gasta, to embotada, pela sociedade, pelas circunstncias, pelos nossos medos e desesperos, por todas as desumanidades, pelos insul tos e as presses, que se tornou mecnica, insensvel, entorpecida, indolente.

E com essa mente queremos compreender; evidente que no podemos. Assim, a questo : Ser possvel ficarmos livres de tudo isso? De outro modo, nem a flor seremos capazes de ver.

N o sei se, quando vos levantais, de manh 43 cedo, vedes o Cruzeiro do Sul, o cu estrelado. Se j contemplastes realmente o cu - do que duvido - talvez tenhais olhado os astros, talvez conheais os seus nomes e as posies. E depois de os terdes olhado alguns anos, alguns dias ou semanas, j vos esquecestes de as ver e apenas dizeis: Aquele ali Jpiter, Marte, etc Mas acordar de madrugada, olhar pela janela ou ir rua para ver o cu como uma coisa nova, com olhos desnevoados, com uma mente desobstruda - s assim se pode compreender aquela beleza, aquela profundi dade, e o silncio que existe entre ns e aquilo.

S assim somos capazes de ver. E, para isso, temos de estar livres; no podemos trazer toda a carga da nossa experincia, para olhar. A nossa pergunta , ento: Ser possvel estarmos libertos do conhecimento? Conhecimento o que no passado se foi acumulando. Toda a experincia que se tem imediatamente traduzida, guardada, registada; e com esse registo vamos fazer face experincia seguinte.

Portanto, nunca compreendemos uma expe rincia; ficamos s a traduzir cada desafio de acordo com a resposta do passado e, assim, a fortalecer o registo. E o que acontece no crebro electrnico, no computador. S que somos apenas uma pobre imitao desse m aravilhoso instrum ento mecnico cham ado com putador.

Ser possvel sermos livres? E essa investigao no meramente verbal, intelectual: o estado da mente que est a escutar. O conhecimento acumulado torna-se a nossa auto ridade - sob a forma de tradio, de experincia, daquilo que se leu, daquilo que se aprendeu, e da autoridade reivindicada por aqueles que dizem que sabem. No mom ento em que uma pessoa diz que sabe, no sabe! A Verdade no algo acerca do qual se possa ter conhecimento acumulado.

Tem de ser percebida, de momento a momento - como a beleza de uma rvore, do cu, do pr-do-sol. Assim, o conhecimento torna-se a autoridade que guia, que molda, que encoraja, que d fora para conti nuar. Por favor, prestemos ateno a tudo isto, porque lemos de compreender a anatomia da autoridade - a autoridade do governo, a autoridade da lei, a auto ridade do polcia, a autoridade psicolgica que cons tituda pelas nossas prprias experincias e pelas tradies que nos foram transmitidas, consciente ou inconscientemente; tudo isso se torna o nosso guia, se lorna um sinal de advertncia quanto ao que se deve lazer e o que no se deve fazer.

Tudo isso se encon1ra nos domnios da memria. E isso realmente aquilo que somos. A nossa mente o resultado de milhares de experincias com as suas lembranas e as suas cicatrizes, o resultado das tradies transmitidas pela sociedade e pela religio, e das tradies educativas.

Com essa mente to carregada de memria, tentamos compreen der o que no pode ser compreendido por meio da me mria.

O despertar da sensibilidade - Krishnamurti.pdf

Precisamos, pois, de libertar-nos da autoridade. O significado da palavra, em si, o originador, aquele que origina algo novo. Reparai na vossa prpria religio. N o sei se sois verdadeira mente religiosos provavelmente no. Vai-se ao tem plo, murmura-se uma srie de palavras, repetem-se certas frases a isso que se chama ser religioso. Vede que enorme peso de tradio os chamados guias espirituais e homens santos implantaram nas vossas mentes tal como o Guit e os Upanishads; Shankara e outros intrpretes do Guit.

Estes baseiam-se no Guit, p ara o interpretar, e vs continuais a interpretar. Considerais essa interpretao uma coisa muito extra ordinria e chamais religioso ao homem que interpreta. Mas essa pessoa est condicionada pelos seus prprios medos; presta culto a uma imagem esculpida pela mo ou pela mente. Essa tradio inculcada em cada um, no por uma propaganda recente, mas por uma pro paganda de milnio as pessoas aceitam-na, e isso molda o seu modo de pensar.

Sendo assim, se desejamos ser livres, temos de pr de lado tudo isso - pr de lado os Shankaras, os Budas, todos os livros e instrutores religiosos - para sermos ns mesmos, para podermos investigar. De outro modo, no poderemos saber a extraordinria beleza e significado da Verdade, e nunca saberemos o que o Amor.

Assim, podereis vs, que fostes moldados por Shan kara, por tantos homens santos, pelos templos, apag-los a todas da vossa mente? Tendes de faz-lo. Tendes de ficar completamente ss, desajudados, sem 46 desesperar e sem nada temer; s ento sereis capazes de investigar. Mas para apagar, para negar totalmente em vez de dizer negativamente Deixemos isso - para negar completamente temos de compreender toda a anatomia e estrutura, toda a essncia de autoridade: temos de compreender o homem que procura a auto ridade.

No podemos afastar da autoridade o homem que a deseja porque isso o seu nico refgio, o seu po de cada dia - como tam bm o do poltico, do sacerdote ou do filsofo. Mas se queremos compreender essa coisa extraordi nria chamada Verdade, no devemos aceitar a auto ridade psicolgica.

Porque s a mente fresca, inocente, que jovem e vibrante, pode compreender estas coisas, e no a mente que se deixa guiar pelo passado, que moldada, enfraquecida e subjugada por ele.

Ou uma coisa ou outra. Ou dizemos No possvel ficar-se livre do passado, deste conhecimento, desta autoridade que a mente procura, na sua pobreza, no seu desespero, para se apoiar; a mente nunca poder ficar livre da autoridade, do passado, das coisas que aprendeu, adquiriu, acumulou. Ou ento dizemos que a mente e capaz de se libertar do passado. M as temos de investigar; no podemos apenas dizer que a mente pode, ou no pode, ser livre; isso apenas entretermo-nos com uma opinio, o que no tem nenhum valor temos de deixar isso aos filsofos.

Se queremos descobrir, temos de investigar se isso possvel ou no; no podemos apenas aceitar ou negar. Temos, pois, de aprender acerca do conhecimento e da autoridade. Um exemplo importante e a utilizacao, em Os Lusiadas, de contrastes entre tempos verbais da mesma sequencia frasica, o que se repete em o Hissope. Em Os Lusiadas 1. Ja blastema da guerra, e maldizia, 0 velho inerte, e a mae que o filho cria. A mistura dos tempos verbais presente e preterito tambem se da em O Hissope nas seguintes passagens: Pela comprida sala passeava.

Sorvendo uma pitada de tabaco, Do quando em quando, sua Senhoria: Nao ioga. As enumeracoes tambem fazem parte do conjunto de recursos que aproximam a epica do poema heroi-comico. O uso da forma "catalogo" para se referir a povos, guerreiros, comandos, naus e outros e um recurso expressivo da epica no afa ou de atribuir a memoria de tais listas as divindades inspiradoras musas , recurso mitopoetico importante para a O Hissope 1.

O mesmo recurso do apelo a Musa serve em Camoes para indicar a forma pela qual o poeta sabe de uma conversa privada entre Vasco da Gama e o Rei de Portugal. Nestes, o autor destaca o estado deploravel do clero ou qualifica de forma pejorativa personagens e habitos,26 ou mesmo utiliza os catalogos e enumeracoes para indicar o exagero na frugalidade dos religiosos.

Percebe-se, portanto, que o genero heroi-comico carece imprescindivelmente de um modelo epico que lhe empresta formas, temas, estruturas e linguagens. O genero, ao se apropriar das tais, desvela de forma comica a materia escolhida pelo poeta: No caso de Hesfodo, os deuses e herois sao listados e referidos em varios catalogos na Teogonia; e ha ainda, em um fragmento atribufdo a Hesfodo, um catalogo das mulheres Hes.

II da Eneida tambem apresenta um catalogo de varoes no contexto da narrativa da chegada ao Lacio. As alusoes interliterarias aos classicos da Antiguidade, que explicam a mitologia que perpassa os poemas do seculo XVIII, entraram em desuso.

A epica camoniana, ainda admirada, nao inspira mais a feitura de poemas de maior folego que mantenham suas diretrizes e caracteristicas gerais. Por tais razoes, o poema heroi-comico e um genero praticamente morto, mas cujo valor e interesse podem ser evocados mediante a observacao e analise de textos como o Hissope, cuja qualidade literaria e habilidade no uso comico da epica e eficiente e, ainda hoje, vivaz. Fontes primarias: Oeuvres I: Chronologie et introduction par Jerome Vercruysse. Flammarion, O hissope: Prefacio e anotacoes de Jose Pereira Tavares.

Pinto, []. Referencias bibliograficas: ALI, Said M.. Versificagao portuguesa. Sao Paulo: Edusp, Asformas do epico: Movimento,